CPI sobre derramamento de óleo no Nordeste é encerrada por perda de prazo de renovação

A CPI da Pandemia está sendo, enfim, criada no Senado, mas outra CPI, a que investigava o megaderramamento de óleo no litoral nordestino em 2019, foi encerrada melancolicamente nesta semana.

Motivo: os deputados não votaram em plenário até terça-feira a prorrogação da comissão, ultrapassando assim a data-limite determinada pelo regimento da Câmara.

No dia 25 de março, os integrantes da CPI chegaram a aprovar a renovação dos trabalhos do grupo por 60 dias em uma reunião virtual. Mas sem a aprovação de todos os parlamentares da Casa ou de uma prorrogação que o presidente Arthur Lira poderia ter aprovado, porém, a votação foi em vão.

A CPI não foi adiante por manobras do governo Bolsonaro, que articulou e conseguiu matar a CPI. O governo não queria que um relatório que mostrasse as omissões na resposta ao acidente.

A CPI terminou sem que diversas audiências previstas chegassem sequer a ser realizadas. E sem relatório final.

Objeto de investigação da CPI, o derramamento de óleo no litoral nordestino aconteceu em julho de 2019, é considerado o maior desastre ambiental já registrado na costa brasileira.

Foram atingidos 11 estados e mais de mil localidades, durante 8 meses, sem que seus responsáveis tenham sido identificados. A questão das indenizações dos pescadores artesanais e outros atingidos não foi resolvida até hoje.

No total, a CPI iniciada em 27 de novembro de 2019 realizou 15 reuniões e teve seus trabalhos interrompidos entre 11 de março de 2020 e 25 de março por causa da pandemia.

Fonte: Lauro Jardim

Postado em 9 de abril de 2021