Sinmed e entidades comerciais recorrem contra pedido de lockdown em Natal

O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed) e várias entidades representativas do setor comercial potiguar recorreram à Justiça nesta quinta-feira (14) para contestar o pedido judicial de “lockdown” em Natal e Região Metropolitana solicitado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde).

O Sinmed se posiciona de forma contrária ao bloqueio total de atividades produtivas não essenciais e de medidas mais rígidas de restrição à circulação de pessoas.

A entidade sugere que o isolamento deve contemplar grupos de risco como idosos e portadores de doenças crônicas graves.

Além disso, em nota oficial, o sindicato também defende o tratamento de pacientes acometidos com a Covid-19 com a hidroxicloroquina. A entidade alega que o medicamento pode evitar agravamento dos casos clínicos e reduzir, com isso, a busca de leitos de UTI. No entanto, de acordo com recentes pesquisas científicas, a hidroxicloroquina não tem eficácia comprovada.

“Medidas como lockdown só servem para encobrir a incapacidade gerencial da administração pública em abrir leitos ou UTIs que vinham sendo ostensivamente fechados e contribuíram para o estado atual que sugere o sistema como lotado”, afirma a nota assinada pelo presidente da entidade, Geraldo Ferreira.

Entidades representativas dos setores do comércio e de serviços de Natal também são contra ao lockdown para a Região Metropolitana da capital potiguar. Em recurso enviado ao poder Judiciário na forma de requerimento “amicus curiae”, um termo jurídico para quando uma entidade ou órgão apresenta interesse em uma questão jurídica, na qual se envolve como um terceiro. Neste caso, as entidades alegam que a restrição de atividades é totalmente desnecessária.

O documento é assinado pelos presidentes da Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas do RN (FCDL) e Câmara de Dirigente Lojistas de Natal (CDL Natal), CDL Jovem Natal, Federação das Associações Comerciais (Facern) Associação dos Empresários do Alecrim (Aeba) e Associação Comercial Empresarial do Rio Grande do Norte (ACRN).

De acordo com os representantes do setor de comércio e de serviços, os empresários são contra o lockdown por entender que há outras alternativas para combater a proliferação do novo coronavírus no Estado. Os empresários alegam que – desde que as medidas de restrição de funcionamento das atividades essenciais foram definidas pelo Governo do Estado e pela Prefeitura do Natal – já vem adotando as práticas de distribuição de máscaras, álcool em gel, bem como o distanciamento de clientes dentro dos estabelecimentos.

Fonte: Agora RN

Postado em 15 de maio de 2020