Suspeito de desviar dinheiro de tratamento do filho pretendia abrir casa de prostituição, diz Polícia Civil

Mateus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, suspeito de usar as doações para tratamento do filho doente em passeio, cerca de R$ 600 mil, também pode estar envolvido em um esquema de gerenciamento de garotas de programa.

De acordo com a Polícia Civil, Mateus teria gastado parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do filho que tem atrofia muscular espinhal (AME).

Com autorização da Justiça, a Polícia Civil gravou conversas por telefone entre Mateus e uma mulher.

Só que os planos de Mateus não deram certo. Nessa semana ele foi preso no quarto onde estava hospedado em Salvador e trazido para Minas Gerais.

Só que os planos de Mateus não deram certo. Nessa semana ele foi preso no quarto onde estava hospedado em Salvador e trazido para Minas Gerais.

Com ele, a polícia encontrou perfumes caros, relógios e roupas de marca, algumas delas ainda com a etiqueta. Todas compradas com o dinheiro para o tratamento do filho.

A vida de ostentação dele começou em Minas Gerais. Os investigadores descobriram que durante nove dias de maio ele ficou hospedado em um motel, em Belo Horizonte.

A vida de ostentação dele começou em Minas Gerais. Os investigadores descobriram que durante nove dias de maio ele ficou hospedado em um motel, em Belo Horizonte.

Foi na suíte mais luxuosa, com adega com vinho importado, frigobar, espaço gourmet, jukebox, TV a cabo. Tem até barra de polidance, banheira de hidromassagem e luz especial. Só no motel, Mateus gastou mais de R$ 7 mil.

O dinheiro seria usado para comprar um medicamento caro – cada dose custa cerca de R$ 360 mil. O menino precisa de pelo menos seis.

O apelo comoveu os moradores de Conselheiro Lafaiete (MG) onde a família mora. Em quase um ano, mais de R$ 1 milhão foram arrecadados e era com esse dinheiro que Mateus esbanjava.

“Ele, ele, a história que ele me contou parece que é a mesma que ele já contou para o delegado, que ele foi na verdade, extorquido, né? Quando ele foi para Belo Horizonte fazer um curso de segurança. Um curso interessante porque parece que foi a própria irmã que pagou o curso para ele, ele foi fazer o curso e nesse curso ele conheceu uma pessoa que o levou até uma boca de fumo. Nessa boca ele comprou droga, numa conversa lá ele pensou em fazer uma sociedade com um traficante e esse traficante então, talvez não sei se já sabia ou investigou um pouco sobre o Mateus, descobriu sobre a campanha, dos valores da campanha e em cima disso começou a extorquir o Mateus”, disse o advogado Túlio César de Melo Silva.

Em Conselheiro Lafaiete, a atitude do pai que parecia ser amoroso e preocupado com o filho doente foi motivo de espanto e revolta.

Fonte: G1 MG

Postado em 29 de julho de 2019