“A bancada potiguar apunhalou Natal”, afirma Fernando Fernandes

Enquanto o prefeito Álvaro Dias conclui às conversas com a bancada parlamentar do RN em Brasília, tentando reverter o corte para 1/3 da verba já aprovada contida na emenda impositiva para a Redinha, o secretário de Turismo da capital, Fernando Fernandes, segue criticando duramente a medida.

Em entrevista ao programa Agora Manhã, da rádio 97,9 FM, desta quarta-feira, 10, Fernandes descreveu como “uma punhalada nas costas” a decisão da bancada de reduzir inicialmente de R$ 24 milhões para R$ 1 milhão o dinheiro destinado à revitalização do Mercado da Redinha e entorno.

Mais tarde, por causa da pressão do prefeito e de moradores do bairro, que saíram em manifestação no último sábado, a bancada retrocedeu e devolveu R$ 8,5 milhões à emenda, o que não fez com que o prefeito Álvaro Dias esfriasse suas críticas.

Para o secretário de Turismo de Natal, toda a situação se resume no fato de que a prefeitura já contava tanto com essa verba, aprovada ainda em 2018, que encaminhou uma série de medidas, que incluíram a viabilização de parte do projeto arquitetônico de como ficaria o Mercado e o entorno após a revitalização.

“Sem nenhum telefone ou discussão prévia, os parlamentares realizaram o corte sob o argumento que precisavam destinar mais recursos para áreas da saúde e da segurança, mas sem levar em conta que isso poderia ter sido feito com mais negociação, o que não aconteceu”, explicou Fernandes.

O secretário lembrou que a revitalização do Mercado da Redinha se insere num arcabouço importante de medidas para revigorar o turismo de Natal, que se ressente de falta de atrações, resumidas nas já conhecidas e que precisam urgentemente ser diversificadas.

Acrescentou que por se tratar a Redinha de um ponto tradicional da capital e ostentar uma de muitas atrações culinárias da cidade, como a famosa ginga com tapioca, “trata-se de um espaço a ser enobrecido com investimentos que tragam mais turistas e negócios para a cidade”.

Sobre a ida do prefeito à Brasília, Fernandes contou que o chefe do Executivo, uma vez decidida sua ia para a capital federal, só conseguiu um voo por João Pessoa, já que – como sempre – não havia qualquer aeronave saindo do aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

Fonte: Agora RN

Postado em 11 de abril de 2019