O Estadão, em editorial, diz que o poste Haddad é apenas um figurante

“Na carta em que anunciou a candidatura de Fernando Haddad à Presidência, escrita em seu escritório eleitoral em Curitiba e lida por seus fiéis como se fosse a palavra divina revelada, Lula, depois de reafirmar pela enésima vez que se considera vítima de um julgamento político, declarou que “um dia a verdadeira justiça será feita e será reconhecida minha inocência” – e então, como se fosse um versículo sobre a ‘Paixão’ de Lula ressuscitado, emendou: ‘E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo’.

O tom manifestamente religioso da mensagem mal disfarça o verdadeiro sentido dessa pregação lulopetista: anunciar que, se Haddad for eleito, Lula espera ser beneficiado com a liberdade e, ato contínuo, tornar-se o presidente de fato, enquanto o ex-prefeito de São Paulo estará lá apenas para fazer figuração.”

Fonte: O Antagonista

Postado em 13 de setembro de 2018