Bolsonaro lidera com 19% e 3 candidatos empatam na segunda posição, mostra pesquisa

A 55 dias do primeiro turno, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera com folga a corrida presidencial, em um momento em que mais da metade dos eleitores brasileiros não têm um candidato para votar. Segundo pesquisa realizada pelo instituto RealTime Big Data, entre os dias 10 e 12, encomendada pela RecordTV, o parlamentar tem 21% das intenções de voto no cenário em que não é considerada a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há quatro meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e potencialmente enquadrado pela Lei da Ficha Limpa.

Na sequência, três candidatos estão tecnicamente empatados: a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 11%; o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%; e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 8%. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), atual vice na chapa de Lula, tido como possível substituto na cabeça de chapa petista, tem 6%, mesmo patamar registrado pelo senador Álvaro Dias (Podemos). Guilherme Boulos (PSOL), João Amôedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) aparecem com 1% cada. Votos em branco ou nulo somam 20% e indecisos, 16%.

No cenário estimulado em que aparece como candidato, Lula lidera com 29% das intenções de voto, contra 19% de Bolsonaro. Logo atrás, quatro candidatos aparecem tecnicamente empatados: Alckmin (9%),m Marina (8%), Ciro (7%) e Álvaro Dias (6%). Boulos, Amoêdo e Meirelles têm 1% cada, ao passo que brancos, nulos e indecisos somam 19%.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado declara voto sem que sejam apresentados nomes de candidatos, Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados, com 15% e 13%, respectivamente. Neste cenário, 47% do eleitorado se diz indeciso e 12% dizem que votaria em branco ou nulo.

A pesquisa entrevistou 3.200 pessoas e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-09102/2018. O custo do estudo foi de R$ 45.000,00. A margem máxima de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Fonte: InfoMoney

Postado em 14 de agosto de 2018