Entidade cobra resultados para casos de mortes de policiais

O Fórum de Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Foseg-RN), entidade que reúne as instituições de segurança pública que atuam no estado, quer que o governo adote um procedimento operacional padrão para atender os servidores de segurança vítima da criminalidade. Este ano, 18 policiais, sendo 16 PMs e dois policiais civis, foram assassinados no estado.

O pedido será encaminhado para o Gabinete Civil do Governo do Estado, ainda esta semana. “Basicamente, dividimos o atendimento padrão em quatro momentos: local de crime, cerco policial, período de elucidação e apoio à família. As etapas para esses procedimentos ainda serão detalhadas, em uma minuta que estamos preparando e que será apresentada à Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed)”, explicou Dalchen Viana, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN.

Nesta minuta, ainda de acordo com Viana, também há proposta de atuação específica para alguns gestores. “Exemplo: que o comando do Policiamento da Região Metropolitana assuma o controle do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) quando houver algum atentado contra um agente”, acrescentou.

Além disso, o Foseg revelou que enviou um ofício à Sesed solicitando a inclusão, na portaria que já foi publicada pela Secretaria, dos guardas municipais e agentes de trânsito também como agente de segurança pública.

O pedido é de que os crimes que vierem a ocorrer contra esses agentes também sejam investigados pela comissão especial de delegados que a própria Sesed criou no mês passado. O Fórum alega que parte dos inquéritos instaurados para apurar as mortes dos 18 policiais vítimas da violência no estado estariam parados.

O diretor da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Marcos Vinícius dos Santos, negou que qualquer inquérito esteja parado. De acordo com ele, quando a comissão especial para investigar esse tipo de crime foi criada, já existiam seis inquéritos abertos que já haviam sido iniciados pelo municípios.

Após isso, outros cindo inquéritos foram abertos. Por outro lado, dos três delegados que iniciaram os trabalhos na comissão, um deles pediu exoneração. Atualmente, dois se dedicam a elucidar os crimes, contando com duas equipes completas.

Marcos Vinicius dos Santos afirmou que “os casos não estão parados”. Mas ponderou que o crescimento no número de inquéritos é uma dificuldade. “De junho para cá dobrou a quantidade de apurações. Não temos como dar resposta tão rápida quanto gostaríamos”.

Fonte: OP9

Postado em 19 de julho de 2018